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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Cuidados com o Cordão Umbilical


Uma das grandes preocupações das mamães no que se refere aos cuidados com o bebê é em relação à adequada higiene e posterior curativo do cordão umbilical. 
Recomendações: 
• Higienização – Durante o banho de banheira o cordão umbilical pode e deve ser molhado com água e sabão para facilitar o desprendimento dos resíduos de secreções que ali se acumulam, e enxaguado com água de um jarro assim como todo o corpo do bebê para remover os resíduos de sabão. (Vale ressaltar que até que ocorra a queda do cordão e sua total cicatrização a água do banho deve ser filtrada e fervida, a banheira bem higienizada e o sabonete neutro de glicerina). O perigo não está em molhar o cordão umbilical conforme diziam os antigos, mas sim em não secá-lo adequadamente, pois devemos mantê-lo seco e arejado para que possa ocorrer a boa cicatrização. 
• Curativo: Deve ser realizado após o banho e sempre que perceber que houve contato de urina ou fezes por ocasião da troca de fraldas. 
• Após o banho: segure o clampe por uma das extremidades (espécie de pregador que prende o cordão umbilical), seque o cordão umbilical com gaze esterilizada desde a base, de baixo para cima primeiro à frente, jogue fora à gaze, repita na parte posterior do cordão, seque o local do corte com outra gaze e seque o clampe. Com um cotonete seque a parte da frente da inserção do cordão umbilical (onde ele nasce junto à barriga do bebê), os movimentos devem ser delicados e toda a umidade deve ser retirada, repita na parte posterior (não esfregue o cotonete, apenas toque levemente). Troque o cotonete assim que estiver sujo ou úmido. Uma vez que o cordão esteja seco, forre na barriga do bebê ao redor dele com uma gaze (para o álcool a 70% não escorrer para a genitália do bebê), comece a pingar álcool a 70% com um conta gotas no cordão umbilical começando da inserção e vá subindo até que todo o cordão tenha recebido o álcool a 70%. Senão tiver um conta gotas novo derrame álcool a 70% em uma gaze e aplique do mesmo jeito.Após aplicação direta de álcool a 70% no cordão, envolva-o com uma gaze e a umedeça com álcool. Esta gaze tem a finalidade de proteger o cordão do atrito com a fralda e de resíduos e manter mais tempo o álcool a 70% em contato com ele. Por ser apenas uma gaze não o abafa e ainda o protege. 
• A cada troca de fraldas: estando a gaze limpa deve-se pingar mais álcool a 70%, caso a gaze esteja suja de urina ou fezes deve ser trocada e o cordão umbilical novamente higienizado com água filtrada e fervida para remover a sujidade. No caso de meninos, ao se colocar a fralda deve-se prestar atenção para o pênis ser direcionado para baixo para evitar molhar de urina. Não se deve colocar moedas ou cinteiros, pois abafam o coto impedindo a aeração necessária favorecendo a umidade e a colonização de micróbios. A boa cicatrização depende de boa higiene, álcool a 70% que mumifica rapidamente o cordão e a ventilação. A fralda na região umbilical deve ser frouxa para não tracionar o cordão evitando acidentes locais. A queda do cordão deve ocorrer em torno de sete dias, alguns caem com cinco dias outros com dez, depende da espessura do mesmo e dos cuidados destinados a ele. 

• Recomendações importantes: 
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O cordão não dói, pois não é inervado. Lave muito bem as mãos e debaixo das unhas, mantenha as unhas aparadas e retire os anéis e pulseiras antes de lavar as mãos. Mantenha a gaze esterilizada dentro de sua embalagem original, só retire o necessário e feche sempre o pacote com cuidado. Com o cotonete o cuidado deve ser o mesmo, compre um pacote destinado apenas para o bebê. Mantenha todos os utensílios para o curativo em local limpo e longe da poeira. Aplique somente álcool a 70%, que é encontrado nas farmácias comuns ou de manipulação. Após o coto cair continue com os cuidados até a cicatrização total do local. Em alguns casos, persiste no local uma área de tecido branco-amarelado denominado granuloma umbilical, caso permaneça úmido este local, o pediatra deve ser procurado para a mamãe receber orientações específicas. Da mesma forma caso o cordão umbilical ou o local da queda do mesmo apresente sangramento, saída de secreção espontânea e/ou acompanhada de mau cheiro e febre a busca pelo médico é fundamental. 

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Sinais de alerta
- Rubor (vermelhidão) ou edema (inchaço) da pele ao redor do umbigo
- Aparecimento de pus
- Odor desagradável
- Demora na cicatrização
Na presença de algum destes sinais deve procurar-se ajuda de um profissional de saúde.
Fonte: babyblog

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Câncer do Colo do Ùtero #revisando

O que é câncer de colo do útero?Resultado de imagem para cancer do colo do utero

CÂNCER DO COLO DO ÚTERO

O Câncer de Colo de Útero é uma lesão invasiva intrauterina ocasionada principalmente pelo HPV, o papilomavírus humano. Este pode se manifestar através de verrugas na mucosa da vagina, do pênis, do ânus, da laringe e do esôfago, ser assintomático ou causar lesões detectadas por exames complementares. É uma doença demorada, podendo levar de 10 a 20 anos para o seu desenvolvimento.
Alguns riscos favorecem o aparecimento dessa doença:
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• Sexo desprotegido com múltiplos parceiros;
• Histórico de DSTs (HPV);
• Tabagismo;
• Idade precoce da primeira relação sexual;
• Multiparidade (Várias gravidezes).
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de colo de útero é o segundo tumor mais frequente entre as mulheres, perdendo apenas para o câncer de mama.
Ao contrário do que se acredita, a endometriose e a genética não possuem relação com o surgimento desse câncer. Mas o Câncer de Colo de Útero, caso não tratado, pode evoluir para uma doença mais severa, o Carcinoma invasor do colo uterino (tumor maligno).
Afeta em sua maioria mulheres entre 40 e 60 anos de idade.
Uterus – Útero
Cervix – colo do útero
Cervical Cancer – Câncer de colo do útero

SINTOMAS

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Por ser uma doença lenta, geralmente quando os sintomas aparecem o câncer já se encontra em estágio avançado.
Os principais sintomas são:
  • Corrimento persistente de coloração amarelada ou rosa e com forte odor;
  • Sangramento após o ato sexual;
  • Dor pélvica.
Em casos mais graves há o surgimento de edemas nos membros inferiores, problemas urinários e comprometimento de estruturas extragenitais.

EXAMES

O câncer de colo de útero, considerado um problema de saúde pública, é associado ao vírus do HPV, transmitido comumente pelo contato sexual, que por meio da vagina atinge o colo uterino alterando a estrutura das células e sua reprodução, originando um câncer.
O exame ginecológico preventivo, o Papanicolau – trata-se do nome próprio do inventor do exame – é a principal ferramenta para diagnosticar as lesões precursoras do câncer. Este exame é indolor e rápido. A mulher pode sentir um pequeno desconforto caso esteja tensa ou se o profissional que realizar o procedimento não tiver a delicadeza necessária. Para garantir o resultado, 48 horas antes do exame a mulher não deve ter relações sexuais mesmo com camisinha, fazer duchas vaginais, ou aplicar pomadas ginecológicas.
Para a realização desse procedimento é inserido na vagina um instrumento chamado espéculo. O médico examina visualmente o interior da vagina e o colo do útero e com uma espátula de madeira e uma pequena escova especial é realizada a descamação do colo do útero a fim de recolher as células para a análise em laboratório.
Toda mulher que tem uma vida sexualmente ativa deve realizar o exame anualmente, após dois resultados negativos esse intervalo pode passar a ser de três anos. Caso apresente dores durante a relação sexual, sangramento fora do período menstrual ou corrimento, procure o quanto antes o seu ginecologista.

PREVENÇÃO

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O câncer de colo de útero já é considerado um problema de saúde pública. Atualmente, existem diversas campanhas de conscientização sobre a importância de se prevenir dessa doença que mata tantas mulheres pelo mundo todos os anos.
A enfermidade é causada principalmente por meio da infecção pelo vírus HPV, o papiloma vírus humano, que de acordo com pesquisas, está presente em mais de 90% dos casos de câncer cervical. A principal forma de transmissão do vírus é via contato sexual, seja vaginal, oral ou anal.
Para se prevenir da doença o melhor aliado é o preservativo, seja ela masculina ou feminina. A camisinha deve ser usada em todas as relações sexuais para garantir a proteção de ambos os parceiros.
Também é importante realizar anualmente o exame ginecológico preventivo, o popular Papanicolau. Esse procedimento é capaz de identificar as lesões precursoras do câncer de colo de útero possibilitando o diagnóstico no início da doença, aumentando assim as chances de sucesso no tratamento.
Não deixe de usar preservativo em todas as suas relações sexuais e de visitar seu ginecologista periodicamente para a realização dos exames de rotina. Simples atitudes como estas podem prevenir sua saúde contra o câncer de colo de útero.
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TRATAMENTOS E CUIDADOS

O tratamento desse câncer pode ser realizado por cirurgia, radioterapia ou quimioterapia.
A cirurgia consiste na retirada do tumor e, ocasionalmente, na retirada do útero e da porção superior da vagina. De acordo com a paciente, seu modo de vida (o desejo de ter filhos) e com o estágio do câncer, é escolhida uma técnica específica para a realização da operação.
Já o tratamento por radioterapia tem a finalidade de reduzir o volume tumoral e melhorar o local, para depois realizar a radioterapia interna.
A quimioterapia é indicada para tumores em estágios avançados da doença.

CONVIVENDO

Conviver com um câncer não é nada fácil, na verdade é uma tarefa extremamente árdua que exige muito do corpo e da mente do paciente. Os tratamentos contra o câncer do colo de útero podem remover a lesão ou destruir as células cancerígenas, mas até seu fim e cura completa há um longo caminho a ser percorrido.
Além do choque ao receber o diagnóstico, a paciente é acometida pelas dores, enjoos e outras reações adversas devido à quimioterapia e radioterapia. Por isso, além da importância do acompanhamento do ginecologista e do oncologista, é imprescindível que sejam realizadas consultas com um psicólogo para garantir o bem-estar da mulher.
Mesmo após o termino do tratamento, é importante que o acompanhamento pelos profissionais continue, para observar o comportamento do corpo em relação a uma recidiva do câncer e reforçar a necessidade de bons pensamentos para o avanço da saúde da paciente. Além disso, para superar a doença, o apoio dos familiares é essencial.
Fontes:
INCA; “Câncer de colo de útero: detecção precoce”. Disponível em: <http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/colo_utero/deteccao_precoce>. Disponível em 11 de abril de 2014.
ONCOGUIA; “Vivendo com o câncer”. Disponível em: <http://www.oncoguia.org.br/conteudo/vivendo-com-o-cancer/769/128/>. Acesso em 11 de abril de 2014.
ZAMITH, Roberto, LIMA, Geraldo Rodrigues de, GIRÃO, Manoel J.B. “Doenças sexualmente transmissíveis” in: Ginecologia de Consultório. São Paulo: Editora de Projetos Médicos, 2003.

terça-feira, 20 de outubro de 2015


Refluxo:

O refluxo ocorre quando os ácidos presentes dentro do estômago voltam pelo esôfago ao invés de seguir o fluxo normal da digestão,assim irritando os tecidos que revestem o esôfago,geralmente ocorre quando o esfíncter inferior não fecha corretamente.Há alguns fatores que aumentam a probabilidade do surgimento de tal patologia,são eles:Obesidade,gravidez,hérnia de hiato,tabagismo,ressecamento bucal,asma,diabetes,atraso no esvaziamento do estômago.
A alimentação também contribui para o surgimento do refluxo,alimentos como:chocolate,pimenta,frituras,café e bebidas alcoólicas,ou seja devem ser consumidos moderadamente.
Do ponto de vista sintomatológico nos deparamos com:azia,dor no peito,dificuldade para engolir,tosse seca,rouquidão,dor de garganta,regurgitação e refluxo de suco gástrico,inchaço na garganta,náusea após refeições.
Uma pessoa que possui refluxo costuma ter a sensação de que o alimento pode ter ficado preso na garganta e pode sentir os sinais da doença aumentar ao se curvar, inclinar para a frente, ficar deitado ou comer,geralmente os sintomas mostram-se mais notáveis à noite e podem ser aliviados com antiácidos.
O diagnóstico é realizado com o acompanhamento médico através de raio-x da parte superior do sistema digestivo,endoscopia,entre outros exames auxiliares,enquanto o tratamento dá-se através de terapias alternativas,uso de antiácidos (Omeprazol, Bromoprida)...caso não seja tratado pode evoluir para o surgimento de úlceras,adenocarcinoma, broncoespasmo, tosse ou rouquidão crônica,problemas dentais,inflamação do esôfago.
Os médicos costumam recomendar aos pacientes possuir uma alimentação saudável,evitar o uso de roupas apertadas,evitar consumo de bebidas e alimentos que contribuam com o refluxo,alimentar-se em porções menores,comer devagar,não se deitar após as refeições,dormir com a cabeça mais elevada em relação ao corpo,beber muita água,reduzir o estresse.

Fonte: O Corpo Humano
Tomografia com destaque em feto de 9 meses.


Fonte: O Corpo Humano

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Avaliação de Risco para Úlcera por Pressão 
A Escala de BRADEN é um instrumento de avaliação de risco para o desenvolvimento de úlcera por compressão. Esta escala apresenta uma sensibilidade maior e é mais específica, oferecendo maior eficiência na avaliação. Sendo recomendada pela EPUAP European Pressure Ulcer Advisory Panel(1997). O grau de escores tem valores entre 4 e 23. O escore de 16-23 indica pequeno risco para desenvolvimento de úlcera por pressão; de 11-15, observa-se um moderado risco e de 6-10 considera-se um elevado risco. A avaliação inicial deve ser na admissão do cliente. Após sua aplicação e somatório dos pontos o cliente é classificado quanto ao risco para aparecimento das lesões. São analisados os fatores de risco associados e medidas específicas de prevenção são implantadas. 

Fonte: hemorio

#bomsaber

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Punção venosa

PUNÇÃO VENOSAA punção venosa periférica representa um procedimento invasivo de alta ocorrência no cotidiano dos profissionais de enfermagem. 
É um conjunto de ações que visam à administração de fluídos de forma contínua, coleta de sangue, administração de medicamento ou manutenção de uma via de acesso venosa, através da introdução de um cateter num vaso sanguíneo venoso periférico

PROCEDIMENTO

1. Confira nas prescrições médica e de enfermagem, a indicação de realização do procedimento.
2. Leve a bandeja para o quarto do paciente e coloque-a na mesa auxiliar.
3. Explique o procedimento ao paciente.
4. Higieniza as mãos
5. Calce as luvas de procedimento
6. Escolha o local de acesso venoso, exponha a área de aplicação e verifique as condições das veias.
7. Garroteie o local a ser puncionado ( em adultos: a aproximadamente 5 a 10 cm do local da punção venosa), a fim de propiciar a dilatação da veia.
8. Faça a antissepsia do local com algodão embebido em álcool 70%, em movimentos circulares, do centro para as extremidades.
9. Mantenha o algodão seco ao alcance das mãos.
10. Tracione a pele para baixo, com o polegar, abaixo do local a ser puncionado.
11. Introduza o cateter venoso na pele, com o bisel voltado para cima, a um ângulo aproximadamente  de 30 a 45º.
12. Uma vez introduzido na pele, direcione o cateter e introduza-o na veia.
13. Abra o cateter e observe o refluxo sanguíneo em seu interior.
14. Solte o garrote.
 Para infusão continua de solução (Soro)
A. Antes da punção, conecte o equipo ao frasco de solução e retire o ar do sistema.
B. Conecte a torneirinha, o tudo extensor ou o tubo em Y ao equipo do sistema de infusão.
C. Conecte o sistema ao cateter venoso.
D. Inicie a infusão, no tempo e à velocidade recomendados. Calculo de gotejamento
 Para administração de medicamento
A. Conecte a seringa que contém o medicamento ao cateter venoso.
B. Inicie a infusão, no tempo e à velocidade recomendados.
15. Observe se há sinais de infiltração, extravasamento do líquido infundido ou hematoma no local da punção, além de queixas de dor ou desconforto.
16. Fixe o dispositivo com esparadrapo ou adesivo hipoalergênico.
17. Oriente o paciente sobre os cuidados para manutenção do cateter.
18. Recolha o material e encaminhe os resíduos para o expurgo.
19. Descarte o material perfuro cortante em recipiente adequado.
20. Retire as luvas de procedimento.
21. Higienize as mãos.
22. Faça as anotações de enfermagem quanto à punção, em impresso próprio, especificando o local da punção e o cateter utilizado.
 LOCAL PARA PUNÇÃO VENOSA
A primeira escolha para a punção venosa é a fossa cubital por apresentar veias periféricas de maior calibre e melhor visualização, bem utilizada em coleta de exames ou punções de emergências, já não tão bem aproveitadas para a manutenção de acessos periféricos a pacientes com necessidade de longa permanência do acesso, sendo assim devemos nos atentar e conhecer novos e melhores locais de punção seguindo a anatomia circulatória.
Locais possíveis para punções venosas: as ilustrações a seguir mostram as localizações anatômicas de veias que podem ser utilizadas para a punção venosa periférica. Os locais utilizados com maior frequência estão no antebraço, seguidos pelos locais na mão. Tenha em mente que o uso das veias da perna aumenta o risco do paciente para a tromboflebite, e jugulares o risco de punção arterial seguindo por complicações dessa região como gânglios e artérias.
Região cefálica: bastante utilizada em bebês.
Região cervical
Região cefálica
Região dos membros superiores: braço (cefálica e basílica), antebraço (cefálica, cefálico-acessória, basílica, intermediária do antebraço).
A veia basílica começa no dorso da região radiocárpica, cruza a margem medial do antebraço em seu terço distal e situa-se na face anterior. Chega à altura do epicôndilo medial e passa a acompanhar a face medial do braço, seguida pelo nervo cutâneo medial do braço. Perfura a fáscia do braço para terminar numa veia braquial.
A veia cefálica é superficial e corre lateralmente ao membro superior (posição anatômica). Tem uma comunicação com a veia basílica pela veia intermédia do cotovelo e drena para a veia axilar mais medialmente ao trígono clavipeitoral. Essa veia passa entre os músculos deltoide e peitoral maior no braço e muitas vezes são visíveis na pele.
Região da mão: Veia basílica, veia cefálica e veias metacarpianas dorsais.
mão para punção
Região dos membros inferiores (veias de última escolha): Veia safena magna
veias do pé

O CATETER

Jelco
Tem um número de acordo com o biótipo do paciente. Os jelcos são dispositivos flexíveis onde à agulha é envolvida por um mandril flexível, após a punção, a agulha é retirada ficando na luz da veia apenas o mandril. São numerados em números pares do 14 (maior e mais calibroso) até o 24(menor e mais fino):
Jelco 14 e 16: Adolescentes e Adultos, cirurgias importantes, sempre que se devem infundir grandes quantidades de líquidos. Inserção mais dolorosa exige veia calibrosa.
Jelco 18: Crianças mais velhas, adolescentes e adultos. Administrar sangue, hemoderivados e outras infusões viscosas. Inserção mais dolorosa exige veia calibrosa.
Jelco 20: Crianças, adolescentes e adultos. Adequado para a maioria das infusões venosas de sangue e outras infusões venosas (hemoderivados).
Jelco 22: Bebês, crianças, adolescentes e adultos (em especial, idosos). Adequado para a maioria das infusões. É mais fácil de inserir em veias pequenas e frágeis, deve ser mantida uma velocidade de infusão menor. Inserção difícil, no caso de pele resistente.

Jelco 24: RN’s, bebês, crianças, adolescentes e adultos (em especial, idosos). Adequado para a maioria das infusões, mas a velocidade de infusão deve ser menor. É ideal para veias muito estreitas, por exemplo, pequenas veias digitais ou veias internas do antebraço em idosos.
JELCO

Scalp

Dispositivo tipo “butterfly” ou “borboleta”, agulhado, mais utilizado para infusões venosas que deverão permanecer por menor tempo, pois, com este tipo de dispositivo a agulha permanece dentro da veia e por ser rígida, caso o paciente movimente o local da inserção, pode lesionar a veia, causando infiltração com edema, o que leva a necessidade da realização de outra punção em outro lugar, pois “perde-se a veia”. Esses dispositivos são numerados em números ímpares do 19 (agulha maior e mais calibrosa) ao 27 (agulha menor e menos calibrosa).
scalp
Fonte: A Enfermagem

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Calendário de Vacinação Infantil



Antes de ser erradicada com o uso maciço de vacinas, no final dos anos 1970, a varíola matou 300 milhões de pessoas, contando apenas o século XX. O sarampo, uma doença altamente contagiosa, foi responsável por cerca de 2,6 milhões de mortes por ano, antes de 1980, época em que começaram as intensas campanhas de vacinação. Já os casos de poliomielite, doença que pode causar paralisia infantil, apresentaram uma queda de 99% desde 1988, quando, mais uma vez, a prevenção com vacina teve início. Criadas em 1796, pelo médico britânico Edward Jenner, as vacinas deram início a uma revolução na medicina preventiva – tornando possível evitar a ocorrência de doenças letais e contagiosas. Há quem, no entanto, na contramão de todas as evidências científicas, opte por não vacinar seus filhos. A lamentável ideia encontrou abrigo entre um grupo de pais, grande parte da classe média alta, que vem optando por não imunizar os filhos para doenças que deixaram de ser comuns, como o sarampo e a difteria. Alguns por acreditarem em teorias exóticas e fraudulentas, outros por medo de que a vacina prejudique a saúde da criança e outros ainda, por questões ideológicas, pensam resistir ao que seria uma imposição criada pela indústria farmacêutica. Por um motivo ou outro, a irresponsabilidade pode colocar em risco não só a saúde da criança, mas de todos à sua volta, alertam especialistas.
“O que estamos percebendo é que há um aumento, mesmo que pequeno, no número de pais que buscam médicos que orientam a não vacinar a criança”, diz Eitan Berezin, presidente do Departamento Científico Infeccioso da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Apesar de representarem ainda uma pequena parcela da população brasileira, esses pais que optam por não imunizar os filhos para determinadas doenças se concentram nas classes mais altas da sociedade, aquelas que, pelo menos na teoria, tiveram e têm acesso a informação de boa qualidade. Entre os argumentos mais triviais para a recusa está o medo de que a vacina traga problemas sérios de saúde, como o autismo, e a sensação de que é desnecessário se prevenir contra doenças que têm ocorrência baixa.
“Os riscos de a criança desenvolver uma complicação séria em função da vacina são muito menores do que os de ela contrair a doença. Não há nem comparação. E isso não é algo que eu acho ou acredito, é um fato comprovado cientificamente”, diz o pediatra americano Paul Offit, um dos maiores especialistas no assunto. Além de professor da Universidade da Filadélfia, é ex-membro do Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC, sigla em inglês) e autor dos livros Deadly Choices: How the Anti-Vaccine Movement Threatens Us All (Escolhas mortais: como o movimento anti-vacina ameaça a todos nós, sem edição em português) e Autism’s False Prophets: Bad Science, Risky Medicine, and the Search for a Cure (Falsos profetas do autismo: ciência ruim, medicina de risco e a procura pela cura, também sem edição em português).
Abastados e desprotegidos — De acordo com um levantamento recente feito a pedido do Ministério da Saúde, e publicado no periódico médico Vaccine, 82,6% das crianças brasileiras tomaram todas as vacinas recomendadas até os 18 meses de idade. O estudo, que avaliou 17.295 crianças das 27 capitais, descobriu, no entanto, um dado inusitado: nas classes mais ricas das capitais mais ricas a vacinação era deficitária. Em São Paulo, por exemplo, 71% das crianças do estrato A (o mais rico) haviam recebido a imunização completa — enquanto no estrato E (o mais pobre), a cobertura era de 81%. “Uma das razões para essa discrepância é a ideia de que é exagero vacinar os filhos contra algumas doenças”, diz José Cassio de Moraes, professor da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo, membro do Comitê Técnico Assessor de Imunização do Ministério da Saúde e coordenador da pesquisa.
As vacinas que costumeiramente são mais descartadas são a de sarampo, difteria, hepatite B e da gripe. “Desde a década de 1970 os casos dessas doenças são muito baixos. Esses pais nunca tiveram de lidar, de temer essas doenças, então deixam de vacinar acreditando que o filho não corre riscos”, diz Edécio Cunha Neto, diretor do Laboratório de Investigação Médica de Imunologia Clínica e Alergia da USP. Mas, se para muitos a redução drástica nos casos dessas doenças é motivo para burlar o calendário básico de vacinação, para outros, ela pode significar sérias complicações de saúde.
Imunidade coletiva — Há dentro dos programas de vacinação o que se costuma chamar de imunidade de rebanho. A ideia é que quando você vacina, no mínimo, 95% das crianças de uma comunidade, todas ficam protegidas. Nesses 5% restantes, explicam os especialistas, estariam aquelas que por algum motivo não podem tomar vacina. No grupo estão, segundo Renato Kfouri, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim), crianças com câncer, aids, com insuficiência renal ou com outras doenças crônicas que comprometem o sistema imunológico. “Elas se protegem quando há a garantia de que as outras crianças não vão transmitir a doença para ela. Vacinar o filho é mais do que uma ação individual”, diz.
Quando uma criança é vacinada, formas amenizadas ou mortas de vírus ou de bactérias que causam doenças são injetadas dentro do corpo. O sistema imunológico reconhece esses organismos e desenvolve anticorpos contra eles. Esses anticorpos ficam, então, armazenados dentro do batalhão de células de defesa do corpo, para combater a doença em caso de uma exposição futura. Se a criança não é vacinada, no entanto, ela obviamente se torna suscetível à doença — e pode se tornar um potencial agente de transmissão e até mesmo iniciar um surto.
Vacinas demais? — É esse mecanismo usado para criar os anticorpos que preocupa algumas pessoas. Há quem diga que os riscos de efeitos adversos não valham a pena, se a criança tem uma saúde plena. “Não sou contra vacinar, mas acredito que existe hoje um exagero. Há vacinas demais”, afirma Liliane Azambuja, pediatra homeopata e criadora da comunidade virtual Tem Vacina D+. De acordo com a médica, as chamadas doenças da infância, como o sarampo, ajudam a fortalecer o sistema imunológico da criança saudável. “Cerca de 90% das crianças que chegam ao meu consultório têm algum tipo de alergia. Elas são mais atópicas do que as crianças de décadas atrás. Claro que há outros fatores envolvidos, mas a vacina tem um papel importante”, diz.
Para a pediatra, seria ideal ainda que o calendário fosse repensado e as vacinas fossem dadas em períodos mais esparsos e tardios. A época de início da imunização mais adequada, seria, então, aos seis meses de idade, quando o sistema imunológico do bebê já está mais amadurecido. “Uma enorme quantidade de organismos inoculados é dado de uma vez a uma criança de meses. Acho isso muito agressivo, além de acreditar que possa ajudar a desenvolver doenças autoimunes”, diz Liliane. É bom lembrar que o sarampo é uma doença altamente contagiosa e, embora na maioria dos casos não coloque em risco crianças saudáveis, pode ser fatal para pessoas com o sistema imunológico sem resistência.
Vizinhança de risco — Felizmente, o movimento antivacinação ainda engatinha no Brasil. Em países da Europa e nos Estados Unidos, no entanto, ele vem causando surtos que preocupam as autoridades de saúde. Grupos antivacinação sempre existiram, mas em 1998 ganharam o reforço que sempre esperaram. Um estudo publicado em um dos principais periódicos médicos do mundo, o britânico Lancet, de autoria do médico Andrew Wakefield, alegava que 12 crianças que eram normais até receberem a vacina tríplice viral se tornaram autistas depois de desenvolverem inflamações intestinais. O estrago provocado foi grande. Após a divulgação da pesquisa, muitos pais optaram por deixar de vacinar os filhos contra as doenças infantis. Como resultado, houve um aumento dos casos de sarampo na Europa e nos Estados Unidos, onde a ideia de que vacinas fazem mal também prosperou. Em 2008, tanto o País de Gales quanto a Inglaterra registraram epidemias de rubéola.
O estudo, porém, era uma fraude. O jornalista Brian Deer desmascarou Wakefield, no British Medical Journal, ao provar que cinco das 12 crianças já tinham problemas de desenvolvimento, fato encoberto pelo médico. Várias pesquisas e investigações (britânica, canadense e americana) foram feitas depois do controvertido estudo, que só levou em conta a pequena amostragem de 12 crianças, e não encontraram relação entre o aparecimento do autismo e a vacina tríplice.
Wakefield perdeu a licença médica, mas continua com certo prestígio nos Estados Unidos, onde vive e ainda defende a ideia de que vacinas podem causar autismo. Influenciada por Wakefield, uma celebridade de miolo mole chamada Jenny McCarthy, cujas grandes credenciais científicas incluem ser ex-namorada de Jim Carrey e ex-coelhinha da Playboy, atribui o autismo de seu filho às vacinas e vai frequentemente à TV convencer os pais a não vacinarem seus filhos. O resultado da nefasta dupla ainda pode ser sentido em dois continentes. De acordo com o Centro Europeu para Prevenção e Controle de Doenças, em 2011 foram registrados 30.567 casos de sarampo em 29 países da Europa. Em 2009, foram 7.175. Nos Estados Unidos, o estado de Indiana registrou 14 casos de sarampo, em fevereiro, depois que duas pessoas contaminadas foram assistir aos jogos do Super Bowl. Dos contaminados, 13 não haviam sido imunizados.
No Brasil, surtos do gênero ainda são pequenos. No estado de São Paulo, foram registrados, em 2011, 26 casos de sarampo. Desses, 60% ocorreram em pessoas não vacinadas — sete em crianças menores de um ano, cinco em indivíduos não vacinados por opção e quatro casos sem vacina documentada. Já na capital paulista foram 13 casos, com 10 ocorrendo em função da falta de vacina. O surto teve início em uma creche no bairro do Butantã, em seis bebês menores de um ano (idade indicada para a primeira dose), passando para quatro crianças com idades entre cinco e 10 anos (que não haviam sido imunizadas). “Esses surtos costumam acontecer em bolsões pequenos, porque essas crianças não vacinadas frequentam as mesmas escolas. Mas há sempre o risco, porque o vírus continua em circulação”, diz Jarbas Barbosa, secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.
Dentro da lei — A garantia da vacinação está, no entanto, institucionalizada no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Consta no artigo quarto que é dever da família assegurar a efetivação dos direitos à saúde. Não há, no entanto, nenhuma fiscalização que obrigue os pais a vacinar corretamente os filhos. Mas, de acordo com Ricardo Cabezón, presidente da Comissão de Estudos do ECA da Ordem dos Advogados de São Paulo, cabe aos pais gerenciar esses direitos, e não dispor deles. “Se a criança vier a adoecer em função de uma falha na vacinação, isso pode levar à perda do poder familiar. Os pais podem responder por crime de abandono, omissão dolosa ou culposa”, diz.
Para o advogado, há uma diferença entre a escolha pessoal entre diversos tratamentos (que podem ser guiados pelas crenças e filosofias dos pais) e a recusa dos mesmos. “Só se pode tomar uma decisão como essa quando há embasamento científico que o fundamente. Não vai vacinar porque tem medo de alguma complicação? Então, tenha todas as provas científicas emitidas por autoridades médicas”, diz. Do contrário, garante Cabezón, os pais correm o risco até mesmo de perder a guarda da criança. “Há uma série de medidas que um juiz pode tomar para garantir o direito da criança à saúde.”



quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Anatomia Humana

Uma viagem pelo corpo humano, desvendando os seus mistérios. Esse é o convite do Curso de Férias " Anatomia Humana" do curso CECON aos estudantes da área de saúde. A iniciativa, coordenada pelos Enfermeiros/ Professores: Ana Paula Moreira Campos, Soraya Botti e Wagner Aragão, tem por objetivo mostrar e  complementar o conhecimento adquirido em sala de aula. 

"A essência do conhecimento consiste em aplicá-lo, uma vez possuído."
Confúcio

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Tome Nota...

VAGAS PARA ATENDIMENTO NA UFMG – URGENTÍSSIMO
 
A Dra. Luciana Cini, está colocando à disposição vagas para tratamento de câncer.Se souber de alguém que necessite deste tipo de tratamento é só ligar para ela.
 
Amigos, estar doente, já é horrível. Imagine estar com Câncer Gástrico e não ter convênio ou meios para realizar o tratamento.
 
Por amor, repassem esta mensagem. Dispomos de 15 vagas para pacientes com Câncer de estômago, esôfago, duodeno e intestino.
 
Tratamento completo, na Gastrooncologia, com Dr. Fonseca, diretor da Oncologia do Hospital Heliópolis, aluno do Hospital do Câncer.
 
Não há fila de espera.
 
Dra. Luciana Cini
(11) 9563 5430  (11) 9563 5430
(11) 4975 2309  (11) 4975 2309
 

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Curso de Terapia Intravenosa


Curso de Extensão Curricular


Curso de Extensão Curricular - Procedimentos Hospitalares

Investimento para o Curso:
60 reais (30 reais no ato da matricula e 30 reais ao termino do curso).

Informações
.CECON
Rua Santo Antônio, 382 – Centro – Telefone:            (32)3212-6686      .
Inscrições com os próprios professores
. Ana Paula Moreira Campos
            (32)88440437      
. Soraya Botti
            (32)91059933      


Carga Horária: 30 horas

Turmas Disponíveis: Aos Sábados (8:00 ás 18:00).